"A RAIZ do Teu Gesto"

Foi agora publicado este livro de poesia, da autoria de José de Faria Costa, sob o nome literário de francisco d’eulália.
Uma poesia comparável à de Casais Monteiro, como escreveu Manuel Alegre, à de Sophia de Mello Breyner, à de Sapho…
A verdade é que, apesar das múltiplas influências, o seu estilo é único.
Cada um dos poemas é uma tela que – ao jeito dos grandes mestres da pintura renascentista – capta, entre cores e jogos de luz, as formas de um momento irrepetível, tocando-nos e deixando-se tocar.
Mas não é só a forma que nos toca. Em cada poema está presente a melodia da palavra.
E é a partir deste vértice sensorial que mergulhamos na raiz do gesto desse "outro".
A par de cada linha que melodiosamente vai completando a composição, adivinhamos a profundidade dos recantos obscuros, já longe da música e dos contrates de luz e sombra… e o livro lê-nos.
11 Comments:
Gosto de livro que nos devoram.
livros*
Como nós devoramos chocolates de prata de estanho. Bons desejos, viciantes. Os livros são um maior vício, que não desejo abandonar, para não causar sofrimento. Ler também o GF, sem qualquer causa de sofrimento. :)
Tive a sorte de o ter tido como Professor.
Conheço a beleza e profundidade do seu discurso... aprendi a admirá-lo!
Acho que Manuel Alegre dá uma boa ideia de quem o poeta é.
Mas Sapho talvez já seja um pouco tangencial.
Vou ver se consigo apanhar uma "amostra" para me certificar.
;-)
Que crítica tão parcial! :) Gostei.
Dakini, só tu...:))
Usaste uma expressão tão apaixonada: livros que nos "devoram":)
Mas tomando o exemplo de Pessoa, não desvendes os teus espelhos ;)
Bons desejos.
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Muito certo, OldMan, nada melhor que um poeta para escrever sobre outro. E eu limito-me a gostar de poesia:)
A propósito, gostei imenso do teu gozo sobre os "poetas", mas ri em silêncio por causa daquela terrinha que faz fronteira entre Espanha e França e é tão mal dita...enfim:).
Quanto a Sapho, ela produziu tanto e de forma tão diversa que aceito o desafio ;)
Laurindinha, claro que foi parcial, mas esteve muito longe de ser uma crítica:).
É que, se é possível ser imparcial em relação a um autor, o mesmo não pode dizer-se em relação a um excerto, texto, livro ou obra que nos toca.
E disso, até mudamente, falamos de cadeira;)
Quanto ao autor, está aqui em cima o mfc que, imparcialmente, não me deixa mentir:)
Também eu, Manel.
Tivemos essa sorte e ele continua a acrescentar-nos:)
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